quinta-feira, 25 de maio de 2017
5 de Maio de 20017
Finalmente no Nepal!
O mesmo impacto que tive quando cheguei ao Vietname. Ruas muito similares, bancas de ambos os lados das ruas. Os cheiros misturam-se: especiarias, incenso, po, lixo, pobreza...
Entretanto acontece o que ja estava a espera, sou abordado por um rapaz que se prontifica para ser o meu guia. E foi assim que o Sunja K.C. me mostrou alguns locais da cidade. Sabia perfeitamente que me iria pedir dinheiro no fim, assim foi. Mas quero acreditar que a simpatia dele e genuina. (Este teclado nao tem alguns sinais de pontuacao 😂😂)
terça-feira, 2 de maio de 2017
"Se estudares a arte japonesa, verás um homem sábio,
sem dúvida, um filósofo, um homem inteligente, mas,
em que aplica ele o seu tempo?
Em estudar a distância entre a Terra e a Lua? Não.
Em estudar a política de Bismarck? Não.
Ele estuda apenas um pequeno galho.
Mas esse galho leva-o a desenhar cada uma das plantas,
depois as estações, depois os campos, depois os animais,
depois os homens. Assim ele emprega a vida, e a vida é
demasiado curta para fazermos tudo." - Vincent van Gogh
segunda-feira, 1 de maio de 2017
"O homem só começa a ser o homem quando deixa de se lamentar e de se julgar e começa a procurar a força oculta que rege a sua vida. E, à medida que ele adapta a sua mente a esse elemento regulador, deixa de acusar os outros de serem a causa da sua condição, e constrói-se a si próprio em pensamentos fortes e nobres, deixa de lutar contra as circunstâncias e começa a usá-las como auxiliares para um progresso mais rápido e um meio para descobrir os poderes e as possibilidades que tem dentro de si.
Desta forma, o homem tem apenas de se erguer para compreender que tudo no Universo está certo e, enquanto se levanta, vai entender que, quando muda os seus pensamentos em relação às coisas e às pessoas, as coisas e as pessoas mudam em relação a ele." - James Allen
domingo, 30 de abril de 2017
"A vida pode ser cheia de dor, sofrimento e dificuldades, mas todas estas experiências são oportunidades que nos são entregues para nos ajudar a avançar no sentido de uma aceitação emocional da morte. Só quando acreditamos que as coisas são permanentes é que nos privamos da possibilidade de aprender com a mudança.
Se nos isolarmos desta possibilidade, tornamo-nos fechados e acabamos dominados pelo apego, que é a fonte de todos os nossos problemas. Uma vez que a impermanência é para nós sinónimo de angústia, agarramo-nos desesperadamente às coisas, apesar de tudo mudar. Sentimo-nos aterrorizados por as largar, aterrorizados, de facto, por sequer viver, na medida em que aprender a viver é aprender a abandonar. E esta é a tragédia e a ironia da nossa luta pela permanência: não só é impossível como acarreta precisamente a dor que pretendemos evitar.
A intenção que está por detrás do apego pode não ser má por si só; não há nada de errado com o desejo de ser feliz, mas aquilo a que nos agarramos é falível por natureza. Os tibetanos dizem que não se pode lavar a mesma mão suja duas vezes na mesma água corrente de um rio e que, «por mais que apertemos uma mão-cheia de areia, nunca conseguiremos extrair óleo dela».
Interiorizar de facto a impermanência é libertarmo-nos gradualmente da ideia de apego, da nossa visão incorrecta e destrutiva da permanência, da falsa paixão pela segurança sobre a qual construímos tudo. A pouco e pouco, apercebemo-nos de que todo o sofrimento que atravessámos por nos agarrarmos a algo que não podemos conservar foi, no sentido mais profundo, desnecessário. Inicialmente, isto pode também ser difícil de aceitar, porque nos parece tão estranho. Mas á medida que reflectimos, e que continuamos a reflectir, o nosso coração e a nossa mente passam por uma transformação gradual. O desapego começa a parecer-nos mais natural e torna-se cada vez mais fácil. Pode demorar bastante tempo até nos darmos conta da extensão da nossa insensatez, mas quanto mais reflectimos, mais desenvolvemos a visão de nos desprendermos; é nessa altura que ocorre uma mudança no modo como encaramos tudo. Contemplar a impermanência por si só não é suficiente: tem de lidar com ela na sua vida. Tal como os estudos médicos exigem tanto a teoria como a prática, a vida também é assim; e na vida o treino prático é aqui, é agora, no laboratório da mudança. À medida que as mudanças ocorrem, aprendemos a encará-las com uma nova compreensão; e embora continuem a acontecer tal como antes, algo em nós será diferente. Toda a situação será agora mais descontraída, menos intensa e dolorosa; e até mesmo o impacto das mudanças que atravessamos nos parecerá menos impressionante. Com cada mudança sucessiva, compreendemos um pouco mais, e a nossa perspectiva sobre a vida torna-se mais profunda e mais ampla." - Sogyal Rinpoche
sábado, 29 de abril de 2017
"Devido ao nosso egocentrismo ou à exagerada preocupação por nós mesmos, não temos a capacidade nem a sensibilidade necessárias para nos apercebermos de que os nossos desejos e ansiedades não são iguais aos dos outros, e, portanto, não sabemos descobri-los nem pormo-nos na sua pele. Cada pessoa é um universo interior com as suas alegrias e os seus medos. Mas não temos que pressupor que os nossos são os dos outros, nem podemos deixar que estes nos impeçam de ter uma visão mais imparcial e maior sensibilidade para captar as alegrias e tristezas alheias, quando forem alegrias, para nos alegrarmos, e quando forem tristezas, para tentar aliviá-las." - Ramiro Calle
sexta-feira, 28 de abril de 2017
"um dia, quando a ternura for a única regra da manhã,
acordarei entre os teus braços. a tua pele será talvez demasiado bela.
e a luz compreenderá a impossível compreensão do amor.
um dia, quando a chuva secar na memória, quando o inverno for
tão distante, quando o frio responder devagar com a voz arrastada
de um velho, estarei contigo e cantarão pássaros no parapeito da
nossa janela. sim, cantarão pássaros, haverá flores, mas nada disso
será culpa minha, porque eu acordarei nos teus braços e não direi
nem uma palavra, nem o princípio de uma palavra, para não estragar
a perfeição da felicidade." - José Luís Peixoto
quinta-feira, 27 de abril de 2017
"As coisas maiores da vida não são construídas por nós - nascem em nós, que é bem diferente. Porque não temos qualquer tipo de controlo sobre elas. É assim na família, nos amores, ou até nas coisas mais banais, como os sabores que nos prendem. Em todas estas coisas que sentimos, que temos prazer, carinho ou vontade, nunca há uma acção nossa para que começassem a ser sentidas. Pelo contrário, é algo que vem de dentro, algures por ali, entre a alma, o coração e a capacidade de absorver a vida."
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