quinta-feira, 31 de março de 2016
"Nunca te esqueças disto: todos os sentimentos têm o seu reverso. Sentir-se infeliz é a prova de que se pode estar alegre.
É uma boa notícia.
Quando te sentes só dás-te conta de como é bom estar acompanhado.
É uma boa notícia.
É preciso que algo te doa para que valorizes a felicidade de nada te doer.
É uma boa notícia.
Por isso nunca se deve recear a tristeza, nem a solidão, nem a dor. Pois são a prova de que existem alegria, o amor e a calma.
São boas notícias.” - Francesc Miralles
quarta-feira, 30 de março de 2016
"Toda a gente aparece quando tudo está bem. Quando tudo está mais difícil, és tu que tens de aparecer.
Não são as circunstâncias da vida que determinam aquilo que sentes. É aquilo que escolhes sentir face às circunstâncias que determinará o rumo da tua vida.
Não conseguirás ultrapassar de uma só vez todos os medos que encarares. Mas conseguirás ultrapassá-los quando os encarares um a um.
Para saber aquilo que valemos precisamos de nos colocar à prova, de arriscar, de cair e levantar, de agarrar na mão do outro e puxar, de fazer as coisas com calma e inspirar.
Quando algo não funciona conforme desejas, ao invés de te irritares, agradece pela aprendizagem que essa experiência te proporcionou e por teres a força de seguires em frente.
Por vezes sentes que és o único a navegar num mar imenso. Continua com coragem, pois a travessia só pode ser feita por ti e apenas por ti.
Continua! Mesmo que tenhas caído, mesmo que te tenha doído, mesmo que te sintas esmorecido ou combalido, continua.
A vida não tem a ver com o número de vezes que cais. Tem a ver com o número de vezes que te levantas e segues em frente rumo ao teu objectivo.
Parabéns a todos aqueles que falham, esses são os que arriscam.
Se a montanha aparece à tua frente é para que subas e a conquistes.
Sabes o que acontece quando ultrapassas o teu medo? Deixas de pensar "E se eu não consigo?" E passas a dizer a ti próprio "Vamos a isto!" Sabes quanto vale isto? TU-DO!" - Mário Caetano
terça-feira, 29 de março de 2016
"As nossas vidas parecem gastar-nos, parecem possuir um momento próprio, arrastando-nos consigo. No fim, descobrimos que não temos escolha ou domínio sobre elas. Claro que, por vezes, sentimo-nos mal por causa disso, temos pesadelos e acordamos a suar interrogando-nos: "Que ando aqui a fazer com a minha vida?" Todavia os nossos receios duram apenas até ao pequeno almoço. A seguir pegamos na mala...e volta tudo ao princípio." - Sogyal Rinpoche
segunda-feira, 28 de março de 2016
"Essa é uma das piores ilusões que temos. Achamos que as emoções negativas são produzidas pelas circunstâncias, enquanto que todas as emoções negativas são produzidas por nós, dentro de nós. Esse é um ponto muito importante. Pensamos sempre que as emoções negativas são produzidas por culpa de outras pessoas ou por culpa das circunstâncias. Pensamos sempre isso. As nossas emoções negativas estão em nós mesmos e são produzidas por nós mesmos. Não há absolutamente nenhuma única razão inevitável pela qual a acção de alguém ou de alguma circunstância deva produzir uma emoção negativa em mim. É somente a minha fraqueza. Nenhuma emoção negativa pode ser produzida por causas externas se não quisermos isso. Temos emoções negativas porque as permitimos, as justificamos, explicamo-las por causas externas, e dessa maneira não lutamos contra elas." - P.D. Ouspensky
domingo, 27 de março de 2016
"Sempre que uma pessoa se sente deprimida, amedrontada, ou acha que a situação não anda bem, imediatamente começa a polir a mesa ou a limpar o jardim procurando distrair-se. Ela não quer lidar com o problema subjacente e, por isso, procura algum tipo de prazer momentâneo. Tem pavor do espaço, de qualquer canto vazio.
Telas pequenas, telas médias, telas grandes – as distracções estão em todos os lugares, o tempo todo. Hoje em dia, ao invés da caverna de Platão, cada um de nós cria a sua própria mini-caverna e vive num mundo de imagens bruxuleantes, destituídas de substância real. Literalmente desligamo-nos do nosso mundo concreto, com o seu carácter áspero e bruto, e o que quer que esteja a acontecer, nós encaixamo-nos dentro de um mundo virtual de som, imagem e vídeo que carregamos no bolso.
Reclamamos que nos distraímos muito facilmente. Mas o que realmente está por detrás de toda essa “distraibilidade”? É fácil acreditar que o problema é o incessante fluxo de estímulos externos, mas o que nos rodeia não é nada mais do que fenómenos. Os objectos do nosso mundo apenas estão lá, inocentemente sendo o que são. Barulhos são apenas barulhos, visões apenas visões, objectos apenas objectos, smartphones são apenas smartphones, computadores apenas computadores e pensamentos apenas pensamentos.
É por isso que os ensinamentos budistas falam mais sobre a mente errante do que sobre as distracções. Quando falamos sobre elas, olhamos para fora e acreditamos que as condições externas são as responsáveis pela nossa inquietude. Quando falamos sobre a mente errante, olhamos para dentro à procura da fonte do nosso problema – nós assumimos a responsabilidade." - Chögyam Trungpa Rinpoche
sábado, 26 de março de 2016
"O Sábio tolera tudo sem dizer uma palavra. Tudo o que o incomoda nos outros é uma projecção do que não venceu em si mesmo. Deixe que cada um resolva os seus problemas e concentre a sua energia na sua própria vida. Ocupe-se de si mesmo, não se defenda. Quando tenta defender-se, está a dar demasiada importância às palavras dos outros, dando mais força à agressão deles. Se aceita não se defender, mostra que as opiniões dos demais não o afectam, que são simplesmente opiniões, e que não necessita de os convencer para ser feliz. O seu silêncio interno torna-o impassível. Faça uso regular do silêncio para educar o seu ego, que tem o mau costume de falar o tempo todo." - Texto taoísta
sexta-feira, 25 de março de 2016
"Temos que estar totalmente despertos no presente para apreciar o chá. Apenas com a consciência no presente, as nossas mãos podem sentir o agradável calor da chávena. Apenas no presente podemos apreciar o aroma, sentir a doçura e saborear a delicadeza. Se estamos a ruminar sobre o passado ou preocupados com o futuro, perderemos, por completo a experiência de apreciar a chávena de chá. Olharemos para a chávena, e o chá terá terminado.
A vida é assim. Se não estamos totalmente no presente, quando olharmos à nossa volta este terá desaparecido. Teremos perdido a sensação, o aroma, a delicadeza e a beleza da vida. Parecerá ter passado a correr por nós.
O passado terminou. Aprendamos com ele e deixemo-lo ir. O futuro ainda não está aqui. A preocupação é uma perda de tempo. Quando pararmos de ruminar sobre o que já aconteceu, quando pararmos de nos preocuparmos com o que poderá nunca vir a acontecer, então estaremos no momento presente. Só então começaremos a experimentar a alegria de viver." - Thich Nhat Hanh
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